The friends of Ringo Ishikawa 

released on May 17, 2018
by yeo

The friends of Ringo Ishikawa

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The friends of Ringo Ishikawa 

released on May 17, 2018
by yeo

A highschool gang leader Ringo Ishikawa trying to live through his last autumn before graduation. With his best friends.


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É fácil de perceber quando um jogo tem confiança em sua mensagem - não há limite de orçamento que o pare quando um desses aparece. The friends of Ringo Ishikawa te coloca na posição do dito cujo, delinquente adolescente e líder de uma gangue da escola, constantemente matando aula para badernar, beber e lutar nas ruas - seu antepassado de bom aluno e prodígio karateca um espectro saudoso para todos os adultos da história. Porém, é aí que o jogo começa, o passado de Ringo definido, o futuro em suas mãos, já que está no controle de Ringo em todos os momentos deste último semestre de escola: se ele vai brigar na rua, é porque você foi lá e brigou; se ele vai voltar aos eixos, é porque você decidiu ir às aulas e estudar, não através de uma decisão binária em um menu, e sim pelo ato maçante de todos os dias ir para a aula no horário certo e estudar, gastando o tempo em que o jogador - e Ringo - poderiam estar fazendo algo mais divertido e interessante. Este ato de forçar o jogador a viver a vida de Ringo e tomar junto dele as decisões fáceis e difíceis que devem ser tomadas todo dia no andar massacrante e irrefreável da rotina e do tempo o aproxima da personagem e também a humaniza, mostrando que apesar do seu exterior de rebelde insuportável e grosso, Ringo está lidando com a mesma gigantesca tarefa de existir que todos nós estamos.

E como o jogo se mantém interessante no meio disso tudo? Ele é bem escrito, embora sua história seja um pouco escassa, porém, quem carrega todo o espetáculo é o senso de atmosfera impressionante que um jogo tão visualmente simples consegue conjurar. Ringo Ishikawa não é o jogo que é pelos momentos em que você tenta se encaixar em uma rotina para fazer seus pontos de matemática ou de soco subirem, mas sim no momento quando você, inspirado pela trilha sonora e pelo farfalhar das folhas nas árvores, pelo humor melancólico da cidade e pelo peso da situação, decide, não se importando com otimizações gamificadas, parar por uns 30-40 minutos e apenas ficar sentado no banquinho da praça ou escorado no corrimão da ponte e contemplar, a cabeça vazia do Ringo marionete sendo preenchida pela do Ringo pessoa e a do jogador, sentindo e transmitindo a onda de emoção arrebatadora que você tenta conter e ocupar com todo momento da rotina. O meu Ringo gostava de tirar os domingos para ficar lendo o dia todo na praça, e essa memória ficará comigo muito mais do que qualquer level up que um jogo pode me proporcionar.

O tom do jogo é de desespero e de rebeldia, retratando o comportamento deste grupo de jovens delinquentes como a resposta que encontraram para uma sociedade conformada e sem propósito. A violência presente nele é também sem propósito e quase totalmente opcional, o jogo começando com uma luta que, para os personagens é um evento de escala épica, porém é logo depois saltada pelo jogo no meio de seu clímax, indicando sua postura diante de todo este conflito - essa violência é apenas uma crise desesperada e um grito de desespero diante do terror da conformidade durante toda sua duração. Todas as vezes que levava meu RIngo para brigar nas ruas sentia como se estivesse tentando afastar esses demônios da rotina e do futuro, sublimar o sofrimento em algo físico e violento.

Embora a obra não seja perfeita, ela é do tipo que inspira através de seu puro ardor, fazendo com quem jogue consiga sentir mais do que só o que está presente na tela, captar a essência e a ideia de um artista que queria dizer tanto através de um meio que, embora tenha grande potencial, sempre o limitará pela dificuldade de sua produção. The friends of Ringo Ishikawa poderia ser e ter muito mais - mais diálogo, mais opções, mais reatividade, mais atividades - mas o seu cerne é claro e incorruptível, e digno de um respeito muito maior do que sua estatura parece projetar.


Fuckin loved it. Actual freedom. Go to school or don't, get a job or don't, fight in the street or don't.

One of those games you can just live in, sitting in the cafe reading a book to cool music, or hanging on the balcony with a cigarette watching a couple of lads having a scrap.

Feels like it was made for me, and the ending was like a gutpunch in extreme slow motion. I think about it often.


The rare game in which its greatest strength—seamless coherence of gameplay and theme—is also its Achilles' heel. For a game which aims to capture the ennui most of us feel at some point in our formative teenage years, it's refreshing to witness just how fully it commits to that vision. You'll wander around listlessly after school, looking for anything to occupy your time, get in fights with kids from rival schools and have life chats with your boys, all while trying to keep on the straight and narrow as you finish out your last semester of high school. What could be better?

Many of those elements automatically trigger my brain's pleasure center—and they're even propped up to the next level by some seriously strong writing and fantastic lo-fi aesthetics—but as a whole, it just feels a bit too aimless for me to fully embrace. The vibes alone would be enough to carry most people through this game for awhile (make no mistake: this thing VIBES for days), but I think the story is missing just that tiny bit of propulsion needed to make the day-to-day feel less like a chore. My last week (in game time) before putting it down really started to feel like I was going through the motions; not even playing anymore, just doing the things Ringo should be doing day-in, day-out, waiting for something to happen. But nothing did. Brilliant realization of its themes or just flawed game design? You tell me.

I hope Yeo doesn't stop making games though. There are (rightfully) so many people that love the unique flavor of The friends of Ringo Ishikawa, and I wish all of its ambitious pieces clicked into place more smoothly for me. I may not have felt fully satisfied by it, but it did refresh me in ways I couldn't have expected.


thought this was gonna be some kind of Kunio-kun beat them up tribute but ended up being one of the most modest and reasonating experiences about growing up struggles

anyway, shikata ga nai


a true live your boring crap simulator 2020


Es emocionante pensar que se trata de un juego similar a la franquicia de Persona, con mecánicas de Beat'em up/RPG (como River City Ransom de NES), sin embargo no lo es. Se trata más bien de una experiencia contemplativa en donde se acentúa la soledad y las inseguridades de una edad vulnerable como lo es la adolescencia.