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Veredito: Bom, mas nem de longe tanto quanto os melhores Sonics 2D.

Assim como Freedom Planet, Spark ao mesmo tempo se inspira pesado nos Sonics clássicos e tenta ser um jogo próprio. O resultado é fascinante: história engraçada e que não se leva muito a sério, músicas FRENÉTICAS BAGARAI ALGUÉM DÊ UM PRÊMIO AO COMPOSITOR, poderes criativos para passar pelas fases de jeitos diferentes conforme o estilo de cada jogador e, claro, uma sensação de velocidade que deixa bem clara a influência em Sonic. Diversão leve, rápida e sem compromisso.

Ao mesmo tempo, o resultado é... bem defeituoso. Não é nenhum grande defeito em particular, e sim pequenas coisas aqui e ali, que acabam se acumulando. O level design tem vários pequenos problemas que me fazem perder o impulso sem sentir que o erro foi meu. As configurações são meio confusas. O desempenho às vezes dá umas tropeçadas bizarras. São pequenos deslizes que acabam tendo um peso enorme no produto final.

Depois de zerar Freedom e Spark, falo tranquilo que fazer um plataforma focado em sensação de velocidade é mais difícil do que parece. Como vários jogos do próprio Sonic já mostraram, não é só 'fazer parecido com Sonic', isso não basta pra ser bom. Spark é bom, mas nem sempre ele supera essas dificuldades.


Veredito: Escolhas variadas, mecânicas fodas, e dilemas morais.

Dishonored tá longe de ser perfeito: a dublagem às vezes é ruim e tem muito rosto mal animado (o que não é bom num jogo fotorrealista focado na história), certas decisões dos devs são muito questionáveis e ele sofre de uma falta considerável de polimento, incluindo bugs. Porra, recomecei o tutorial do zero por erro do jogo. Duas vezes!

Mas... sou forçado a achar ele incrível. Dishonored me fez pensar na maldade e bondade humanas, nos ciclos da sociedade, em ditaduras, nas pessoas horríveis que podemos virar se não tomarmos cuidado, se nos deixarmos levar por covardia, ou não soubermos diferenciar nossas boas intenções daquilo que decidimos fazer de fato. O trailer deixa bem claro: 'a vingança resolve tudo'. O jogo me dá todos os motivos e meios pra aloprar geral, pra matar com sangue e sem dó.

E me deixa decidir, a cada momento, o que fazer. Decidi não matar ninguém, resolver o problema do jeito mais pacífico que pude, e mesmo assim me sinto um merda. Me sinto também um ninja sorrateiro que passou despercebido de todo mundo e que soube aproveitar ao máximo cada arma, poder e caminho alternativo. Joguei um immersive sim fantástico, que botou mais roleplay nas mecânicas de stealth do que muito RPG bota nos atributos e números. Com seu roleplay e mecânicas, Dishonored fez pensar principalmente na minha própria ética, nos limites dela, no que deveria fazer para melhorar ela. E ainda não achei respostas.


Veredito: Ainda tem muito a melhorar, mas está BEM acima da concorrência.

Não sou manjão de jogos pornô, mas os que joguei têm uma verdade absoluta e inquestionável: são todos uma merda. Como produtos eróticos são claramente mirados no estereótipo do adolescente punheteiro/virgem de classe média, cheios dos clichês mais broxantes possíveis, desses que teria num site noventista cheio de vírus. Como jogos são mal dirigidos, mal animados e desenhados, mal programados e mal testados.

É aí que a Love-Joint traz uma proposta... inusitada: pornografia focada na história. As personagens da visual novel não seriam mais um monte de pixels só pro protagonista transar, e sim personagens de fato. Com arcos, personalidades, medos e sonhos, como qualquer slice of life que se preze. A trama não seria um pano de fundo desnecessário só pra justificar a fodelança, mas o grande centro das atenções. Com reviravoltas, comédias e tragédias, na qual a fodelança seria só parte do pacote.

Depois da estreia polêmica e questionável (pra dizer o mínimo) que foi DFD, o 2º jogo do estúdio é o único jogo erótico realmente bom que já joguei, fácil. Double Homework tem uma história bem amarrada e muitos personagens bem convincentes. Não me entenda mal, ainda rolam clichês idiotas e desnecessários, vários plot devices mal feitos, altas transas 'polêmicas' só porque sim, e às vezes o formato de capítulos mensais destrói o ritmo, com alguns que estão lá só preenchendo um buraco no cronograma. Mas DH tem de fato uma trama bem amarrada e personagens bastante empatizáveis. Alguns capítulos (estou olhando pra você, cap. 18) foram genuinamente tocantes, algo que eu JAMAIS esperaria de um jogo desses.

Não quero dar o discurso 'vamos pegar leve com esse jogo porque o resto é uma merda' mas ao mesmo tempo gosto de aplaudir melhorias, ainda que pequenas. Eu aceito pequenos acertos, nem todo passo na direção certa precisa ser uma revolução. E fico feliz que DH seja um passo bem firme na direção certa, mesmo sendo às vezes um passo tímido demais pro meu gosto.


Veredito: magnífico, atemporal e incomparável.

Sabe quando foi a última vez que traduziram pro 3D uma série clássica dos 8-16 bits de forma tão impecável?

Sabe quando que peguei num jogo de exploração tão caprichado?

Imagina qual foi a última space opera tão opressiva e ao mesmo tempo tão divertida que já joguei?

Faz ideia da última vez que um jogo envelheceu tão bem quase 20 anos depois?!?!

NUNCA!!!!!

A menos que você deteste metroidvanias ou fique tonto com jogos em 1ª pessoa... Vá jogar Metroid Prime. Anda, vai lá. Agora. Tou mandando.


Veredito: Um excelente jogo de detetive.

Trocadilhos à parte, Obra Dinn não tem muito mistério. É um jogo de detetive muito bem feito, em que você tem que pensar para solucionar os mistérios e que te faz se sentir inteligente quando consegue.

São 60 pessoas pra descobrir quem são e que destino aquela alma teve (se morreu, como morreu, quem matou, etc) usando uma mecânica inteligente de flashback, sendo que a grande maioria dessas 60 é opcional. Minha maior reclamação é que, pra quem resolver platinar, precisa de um pouco de tentativa-e-erro pras últimas pessoas. Se você gosta de jogos como Ace Attorney ou de livros como Sherlock Holmes, cai dentro e seja feliz.


Veredito: Igual ao primeiro, só que bem pior.

Pense em Megaman X1. Agora retire o level design genial e o ritmo extremamente bem balanceado, piore a maioria das músicas, deixe a história mais sem graça e os segredos menos intuitivos, e por último transforme o que era um desafio super equilibrado em um monte de tourobosta feita pra você passar raiva. Com pulos praticamente pixel-perfect pra dar e vender, exigência de upgrades super específicos que o jogo nunca sinaliza bem, e chefes que pra tu derrotar não precisa ter habilidade, e sim saco de repetir infinitamente o mesmo padrão arbitrário idiota enquanto a barra de vida deles diminui leeeeeeeentamente. Agora imagine isso feito por fãs incompetentes que adoram o X1 mas não entendem nada do que faz dele um jogo tão incrível e pimba, você já sabe o que esperar de X2.

Pra ser justo, o jogo tem muitos ótimos momentos... que são quando ele se parece com o X1. Mas enquanto no X1 a diversão era garantida como o estado normal das coisas, enquanto lá a serotonina era a CNTP, aqui são momentos espaçados entre as fases. Sei lá, de 1 a 3 momentos desses por fase. E olhe lá.


Veredito: O Banjo 3 que sempre sonhamos, no melhor e no pior.

'Sucessor espiritual' de cu é rola: Yooka-Laylee é continuação direta dos Banjo-Kazooie, até o último detalhe. Não é só a dupla de animais falantes num coletaton feito pelas mesmas pessoas. A personalidade dos personagens é idêntica (Yooka = Banjo, Laylee = Kazooie, sem tirar nem por), boa parte das técnicas é análoga, os mesmos trocadilhos, o hub, colecionáveis, fases... tudo. Tiveram a audácia de deixar até a capa do jogo e a tela de pause iguais às de BK!

Infelizmente isso traz todos os ônus de um plataforma 3D noventista, mesmo depois de vários patches: a câmera é um lixo, a performance tropeça às vezes, algumas missões se repetem demais, e a falta geral de polimento é ridícula. Sim, Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie também tinham todos esses problemas em algum grau, você que é nostálgico e não lembra. Mas muitas vezes Yooka consegue ser pior: as músicas são boas mas não tão perfeitas quanto as da época, e COMO DIABOS eles conseguiram destruir a mecânica de voo e o último chefe, coisas que BK já tinha acertado na mosca em 1998... é algo que nunca vou entender.

Dito isso, Yooka-Laylee é um jogo incrível. Os gráficos e sons são lindíssimos e mega charmosos, o humor típico dos jogos anteriores está super presente, os colecionáveis são uma delícia de procurar e pegar, as fases são maravilhosas tanto na estética quanto na mecânica... Enfim, o carinho dos devs pela obra é palpável, em cada detalhe. Sim, ele foi MUITO mal testado, não dá pra negar. Espero de verdade que a Playtonic faça um Tooka-Laylee com o polimento que este aqui deveria ter tido. Mesmo assim, é uma aventura de caças ao tesouro divertidíssima, deslumbrante e gigantesca, com tudo o que tem direito.

Se você é fã de longa data de Banjo como eu e sempre quis um Banjo 3, aqui está ele.


Veredito: É, a ideia tá aí.

Tenho que dar um desconto por estar em early access, mas espero de verdade que o produto final seja bem mais maduro. É um RPG de ação com combate e história bons, mas péssimo ritmo: muita batalha igual até eu me sentir um tiquinho mais forte, e muitas missõezinhas de busca iguais até eu me sentir descobrindo um tiquinho da trama. Dropei. A ambientação pós-apocalíptica misturando visuais nojentos e máquinas é bem bacana, mas se isso fosse um jogo acabado daria a impressão de que os devs acharam que ela sozinha carregaria ele nas costas.

Mas como disse, ainda tá em early access, e parece que muito conteúdo ainda vai ser adicionado, então vamos esperar pra ver. É verdade que não fiquei super pilhado pra jogar depois, mas não dá pra julgar algo que ainda tá em produção com os mesmos critérios que eu faria com um jogo já lançado. E o pouco que vi tem sim muito potencial.


Veredito: Os 60 segundos mais difíceis, frenéticos, longos e intensos da sua vida.

Como qualquer jogo do Terry, é simplista ao extremo: você é um ponto em volta de uma figura geométrica, e é só rodar em volta dela desviando das paredes que vêm em sua direção. São 6 fases e 1 objetivo: sobreviver 60 segundos enquanto o jogo taca em você tudo o que ele tem.

Os controles são responsivos, a música é frenética, a sensação de progresso é palpável, o sufoco é MUITO REAL e o desespero é a chave do sucesso.

Um excelente jogo tanto para jogar uma vez a cada muitos meses quanto para ficar vidrado nele até zerar.

Mas tá avisado: você vai querer bater a cabeça na parede. O jogo começa difícil e termina insano. Das mais de 30 horas que passei com Super Hexagon, pelo menos umas 10 foram na última fase. Quando finalmente consegui... Puta que pariu, eu atingi o nirvana.


Veredito: Pois é, né, então... Pô, até que é bacaninha, vá lá.

Um clássico que finalmente tomei vergonha na cara pra jogar. E vale a pena? Atinge as expectativas? Resposta curta: não.

Resposta longa: vai lá jogar, porra. É maneirinho, meio engraçado e divertidinho. A fama só não faz jus, mesmo com a excelente dublagem (vantagens do ScummVM). É um produto de seu tempo: trocadilhos que variam do hilário ao vergonha-alheia e puzzles indo do sagaz ao puta obtuso pra cacete. Vale a jogatina? Claro que vale. Mas a sensação de 'porra, joguinho bacana mas bem superestimado' foi inevitável.


Veredito: Extremamente sólido, bem escrito e, ao mesmo tempo, original e nostálgico.

Tem um roteiro que alterna entre mindblow e hilário, abusando da quebra da quarta parede. Mal passei da 2ª fase e minha esposa brigou comigo (com razão, já tava bem tarde) por estar rindo alto demais. XD O jeito como ele subverte jogabilidade e roteiro ao mesmo tempo é muito bem feito, criando expectativas pra despedaçá-las logo depois, com reviravoltas e plot devices muito bem pensados, tanto os obrigatórios quanto os opcionais, além de novas mecânicas extremamente bem colocadas. 'A graça de Undertale é que subverte as expectativas do jogador e os clichês do gênero' disse qualquer um que nunca jogou The Messenger. E a tradução pt-BR é muito boa.

Fora isso, é um plataforma 2D de ação (pense num Ninja Gaiden moderno e sem defeitos e ao mesmo tempo num Shovel Knight com esteróides, com música PUTA QUE PARIU GOD TIER TOTAL) com um ritmo e sistema de progressão praticamente impecáveis: sempre tem coisa interessante acontecendo, algo pra gastar dinheiro e uma habilidade nova pra usar. E com um peso ENORME em manter o momentum: quanto mais tu foca em estar sempre avançando e quanto mais bundas você chuta, melhor o jogo flui. Graças ao inusitado pulo duplo (pode pular de novo infinitamente, mas só quando bater em alguém/alguma coisa) e ao level design fodão, você pode jogar seguro e controlado (que também é divertido) ou fazer um ciclo infinito de pula-ataca-pula até o fim da fase, quase sem tocar no chão.

Passei de sessões de elevador inteiras sem usar o elevador, só subindo de alvo em alvo com esse combo, e PUTA MERDA COMO É GOSTOSO CONSEGUIR FAZER ESSA PORRA!!!


Veredito: bacaninha e interessante, mas MUITO lento.

FE Genealogy não é ruim: o sistema de batalha é bom, a trilha sonora é competente e as configurações são robustas, com muitas qualidades-de-vida à frente de seu tempo.

Mas tem SÉRIOS problemas de ritmo (e olha que sou fã de Tales of Symphonia) pelo menos até onde cheguei. E se quase 20 anos depois FE Awakening for algum parâmetro, esses problemas ainda iam persistir até o fim do jogo.

O que realmente fode é o imenso foco na história, que começa com intrigas políticas interessantes misturadas com fantasia medieval. Mas nem você assume o controle dos personagens e vira um enorme clichê mal contado. A partir daí tem um monte de diálogos que em tese são pra desenvolver a trama, mas várias horas depois e ainda nada acontece feijoada.

'Salve a donzela em perigo e impeça os MALVADOS de fazerem MALDADE' nunca foi tão arrastado. Talvez um dia eu pegue de novo pra ver qualé (afinal, as batalhas são bem sólidas) mas por ora tenho muita coisa melhor pra jogar.


Veredito: não tem defeitos.

Na minha cabeça existe uma lista de jogos 'perfeitos': mesmo depois de anos, não consigo encontrar nenhum defeito neles, por mais que procure. Eles representam a nata da nata do que a arte tem pra oferecer, e quando alguém pede indicação de 'um jogo bom daquele gênero ali' eu sempre recomendo eles.

Talos Principle é o jogo de puzzle 'perfeito', Chrono Trigger é o jRPG 'perfeito', Metal Gear Solid 3 é o jogo de espionagem 'perfeito', e por aí vai.

Hollow Knight ocupa esse espaço para os metroidvanias. Absolutamente TUDO nesse jogo é incrível. A história, o combate, a exploração, o sistema de progressão, o ritmo... Tudo foi milimetricamente calculado, testado e polido para que o jogador tenha em mãos o melhor metroidvania já concebido.

Esse é o tipo de jogo TÃO BOM que outro do mesmo nível só surge a cada 5 anos mais ou menos.


Veredito: o melhor matador de tempo possível.

Tenho uma queda por certos puzzles simplórios e viciantes, inclusive cheguei ao cúmulo de jogar 2048 dormindo (tenho provas e testemunhas) numa certa época da minha vida.

Então foi com muita alegria que vi que um fã tinha feito um picross de Zelda. Pra quem não gosta de picross não é lá grandes coisas, mas pra mim foi uma delícia. O jogo ainda tem a audácia de seguir a estrutura da franquia, com chefes, sidequests que liberam corações extras e caminhos fechados que só destravam com certos itens.

Joguei os 200 puzzles até o final feliz e não me arrependo de nada.


Veredito: meu jogo favorito desde sempre e para sempre.

Não existe tempo ruim com Sonic 3 & Knuckles. Posso estar no meu pior dia, com crises pesadas de ansiedade, posso estar muito doente, ter um dia horrível no trabalho, ou ter brigado com minha esposa, com meus pais, irmãos e amigos... Faça chuva ou faça sol, S3&K sempre vai me fazer feliz, sempre vai trazer sorrisos e serononina. Sempre.

Não é perfeito, claro. Faltou um cuidado maior aqui e ali, e a 1ª metade da campanha do Knuckles é especialmente irritante. Mas fora isso, esse jogo acerta EM CHEIO tudo o que eu amo em Sonic: as fases bônus, as músicas, as esmeraldas, Super e Hyper Sonic, as seções de plataforma, as diferenças entre os personagens, a sensação incrível de velocidade... tudo. Até as fases da água (que normalmente geral odeia) e as fases que andam (que normalmente eu odeio) são incríveis. Me divertir com ele é tão natural, óbvio e inevitável quanto sair na chuva e me molhar. É como reencontrar um velho amigo com a certeza de que o tempo juntos vai ser bom. É meu porto seguro.

S3&K me aproximou de minha família, me trouxe conforto numa infância difícil, e me fez adorar Videogame pra começo de conversa. E certas coisas nunca mudam.

Mas até agora, eu nunca tinha apreciado o TANTO que ele fez pela franquia. Muito mais do que introduzir Knuckles, este é o 1° Sonic com personagens que controlam diferente, o 1° em que aparecem a Esmeralda Mestra e os escudos elementais, e o 1° a contar com os trabalhos de Jun Senoue e Takashi Iizuka. Também é o 1º com um chefe final secreto envolvendo Super Sonic, pra ser o clímax de uma história que pela 1ª vez tem importância, e que por sinal é excelente e muito bem contada, além de nada invasiva. Para um jogo de plataforma nos 16 bits... Puta que pariu, irmão. ❤️ O fascínio foi tanto que catei uma tradução do manual japonês pra aumentar ainda mais a imersão no enredo.

Depois de platinar 3 vezes seguidas, infelizmente chega a hora de seguir em frente e ir jogar outra coisa. Tou meio triste, bate aquele vazio existencial pós jogo foda, sabe? Mas sei que S3&K sempre vai estar aqui pra mim.

Eu hei de voltar, e o reencontro há de ser incrível. Ele sempre é.