Heaven's Vault

released on Apr 16, 2019
by inkle

Explore the lost ruins of the Nebula, read ancient inscriptions, and uncover a forgotten past in this narrative archaeological science-fiction adventure game from the creators of 80 Days.


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A slow paced story adventure. Multiple endings, based on a book, deciphering ancient language, intrigue, robots? What more could you ask for?

Meu save corrompeu e agora preciso deixar ele na prateleira temporariamente

Soundtrack was great, I want to keep surfing those star oceans between planets. Lots of well written dialogue as well.

Sentimentos mistos definem minha experiência com Heaven's Vault. Teoricamente, ele tem tudo o que gosto. Não, sério, literalmente eu gosto do arcabouço teórico dele.

A narrativa se centra numa disputa do que é a História e seu papel social e cultural. Por um lado, temos os detentores da "História Oficial", que paradoxalmente baseiam sua legitimidade na História ao mesmo tempo em que querem destruí-la como ciência. Para eles a história não é uma investigação do passado; ela é uma justificativa do presente e uma prescrição do futuro. Disputar a "História Oficial" é o mesmo que sedição. Em contrapartida, a protagonista acredita que a História é mais do que uma narrativa fixa. O passado é um repositório armazém de possibilidades não-realizadas, cujo horizonte de expectativas não era simplesmente o tempo presente. Esse armazém não tem um dono: é nosso legado coletivo. Só faltava o nome da protagonista ser Koselleck, sério.

Toda essa teoria é posta em prática de forma razoavelmente bem-sucedida. A mecânica principal de desvendar um sistema de escrita antigo é mais permeado de dúvidas e exige vários palpites e saltos lógicos de sua parte - e isso é bom! Realmente historiadores têm que assumir muitas coisas porque às vezes o passado parece ser agressivamente hostil contra aqueles que tentam desvendá-lo. Se corrigir ao conseguir nova evidência e ver suas hipóteses desmoronando é parte do dia a dia de qualquer cientista, e o jogo simula isso muito bem.

Outra aspecto que o jogo simula muito bem é como muitas vezes pesquisa é algo... Chato. Por mais que você tenha interesse na área, é inegável que catalogar coisas minuciosamente e ver seu progresso andar a passos de tartaruga não é exatamente algo excitante, por mais recompensador que seja no final das contas.

Esse tédio acaba sendo o Calcanhar de Aquiles do jogo. Não acho que o trabalho do historiador deveria ser romantizado, pelo contrário, a inclusão das características menos glamourosas da disciplina foi uma decisão acertada. Mas mesmo outras coisas que não precisam ser tediosas acabam, com o tempo, virando um fardo. O game é ambientado num mundo scifi semi-solarpunk super inspirado em Planeta do Tesouro cheio de ruínas de civilizações antigas e uma diversidade de planetas para explorar. E toda vez que eu entrava nos rios cósmicos ficava com um pouco de sono e invariavelmente pensava "já chegamos?". Não sei vocês, mas na minha cabeça navegar por rios cósmicos descobrindo planetoides de uma civilização perdida não deveria me deixar com essa sensação...

Pra ser justo, no começo fazer isso é realmente legal. Mas o ritmo do game é deveras lento e a variedade de coisas pra fazer pequena demais pra carregar a aventura por mais de 20 horas, que foi o tempo que levei pra zerar. E o game ainda por cima espera que você zere mais uma vez para ter um entendimento mais aprofundado da história? Aí é comprometimento demais pra mim.

Se Heaven's Vault fosse uma aventura mais enxuta, de digamos umas 8 horas, teria potencial para ser um de meus favoritos. Apesar de nossa fama de falastrões, historiadores sabem apreciar o poder de uma boa síntese.

Wonderfully delivers on the concept of playing as an archaeologist uncovering the history and the lost language of the world you're placed in, and unlike most games, Heaven's Vault really does let you explore and uncover history rather than just passively collect logs and notes. An essential difference is that this game will allow you to speculate and be wrong, and put your wrong assumptions on the timeline the same way it would correct ones, and have reactions and unique dialogue prepared for them, which means that you as a player do actually need to pay attention, and amend past mistakes, and cross-reference your knowledge to reach proper conclusions. This is present in both the translation minigame and the general exploration/dialogue portions.

The meat of the gameplay is deciphering an ancient language, and in my view, it's executed wonderfully. There are literally hundreds of samples of text for you to collect and reference, and by the end of the game you are likely to actually be able to read this (actually functional) language and recognize most of the graphemes, which feels incredibly gratifying. The game also provides a few opportunities to flex this knowledge in more... practical applications which serves to further that sense of real accomplishment as well.

The other major part of the game is exploring and talking to people with some (relatively light, depending on how you choose to approach it) investigation elements. Things are more standard in this part with not as many interesting mechanics, but it's worth noting that the writing and the mystery itself are top of the range in terms of what you may generally see in videogames. It's very rare to be able to play a game and say "The writing here is good" without having to add "...for a game". Basically, what I'm saying is that I would still be able to recommend Heaven's Vault even if it were a book.

This recommendation comes with a qualifier that the game DOES still feel about as smooth to play as chewing a bag of nails when you're starting out. The amount of little (and not so little) annoyances during gameplay is immense, and there is so much space for quality-of-life improvements (list of known graphemes for translations, better indication of what your character is about to say on any given generic "remark" or "question" prompt, etc.), and yet the good parts were good enough to win me over, despite me very much being a gameplay-first person. You have to teach yourself to trust this game: trust that it will bring up that one topic you didn't get to explore in a conversation, that it will remember one of your previous actions, that it will give you a chance to correct a mistake in deduction with new information, and so on; and once you get used to this approach, as well as the unconventional dialogue flow, and make peace with inability to manually save and try things out, you're in for a truly unique experience.