Bio
Meu ponderamento pessoal pra cada nota.

0.5 - um jogo muito ruim indigno do tempo de qualquer ser humano.

1 - muito ruim mas vale o meme.

1.5 - muito ruim porém dá pra ver a tentativa de alguma coisa ali.

2 - qualidade bem questionável porém é notável algumas tentativas de qualidade.

2.5 - não fede nem cheira, um jogo passável e nada memorável, o famoso "irmão do meio."

3 - um jogo interessante porém que não se propõem a fazer nada de demais ou muito significativo.

3.5 - um bom jogo com qualidades notáveis e tentativas de ser maior, porém com eventuais erros ou algumas características que eu pessoalmente possa não ter gostado.

4 - excelente jogo, mesmo com algum tropeço aqui e acolá suas qualidades são muito notáveis e certamente soterram os poucos erros.

4.5 - um excelente jogo com qualidade de sobra mas por gosto pessoal ou algo minúsculo ainda não me faz o considerar masterpiece.

5 - Ori and the Will of the Wisps.
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Esse jogo me proporcionou um misto de emoções positivas e negativas, porém quando paro pra tentar analisar a qualidade do mesmo, fico um pouco confuso pois a minha opinião muda bastante dependendo da forma que eu olho pra esse game. Então pra ser justo eu vou o analisar de um ponto de vista completamente técnico e imparcial, e depois dar alguns respingos da minha opinião pessoal e dizer no que ela influencia em definitivo pra mim, vamos lá.

Começando pela parte de gameplay, ela é uma evolução bem notável correlação ao títulos anteriores, não só as capacidades de movimento do personagem foram muito aprimoradas com features novas como se prender em ganchos ou usar uma espécie de tirolesa a seu favor no combate, como também todo o resto que já existia foi muito polido. Abaixar, mirar, atirar, pular, correr (essa que é uma feature ausente nos demais títulos) tudo está mais rápido, leve, dinâmico e rápido de se usar ou fazer, melhorando bastante a experiência em combate. Os poderes também são em minha opinião os melhores e mais interessantes da trilogia, me peguei variando bastante entre eles e sempre experimentando uma coisa nova ou outra. Todo o arsenal é composto por armas bem balanceadas e de todo tipo diferente, eu particularmente amo esses armamentos mais antigos, logo o game foi um prato cheio pra mim, todo jogador vai ter as suas favoritinhas (as minhas em específico sendo a carabina e a repeater) e isso é legal demais, diferentes opções pra diferentes playstyles.

Indo para a parte gráfica e artística, todo o cenário do jogo é lindo. Por mais que eu prefira Rapture, Columbia também é inegavelmente um show a parte em quesito beleza e construção de cenário. Porém uma parte importante dos Bioshock's anteriores teve que ser sacrificada pra dar espaço a ação do infinite, que é infelizmente a perca da atmosfera. Em um jogo mais voltado pra ação onde a nossa preocupação maior é não tomar bala e bomba pra nos manter vivos, quase não sobra tempo pra dedicar atenção aos cenários ou criar um vínculo com os mesmos igual era nos títulos anteriores. Raras as partes calmas podemos sentar e observar o cenário lindo a nossa disposição, mas mesmo nessas partes tudo parece meio distante sentimentalmente e falta uma imersão maior ou presença significativa de atmosfera.

Quanto a história ela segue semelhante aos jogos passados, muito boa porém tão confusa quanto. Por criticismo de alguns amigos eu achei que a mesma seria muito chata e desnecessariamente confusa de se entender, porém felizmente eles estavam errados e a história é sim muuuuito boa, mas eu não os culpo por não terem entendido já que como citado: ela é tão confusa quanto nos títulos anteriores. Felizmente eu também tive uma ajuda do meu primo pra maior entendimento da mesma e assim pude chegar no veredito que ela é extremamente boa, inteligente e bem escrita.

Outra qualidade que vale ressaltar é a Elizabeth, a forma como ela se relaciona com o Booker é interessante de se acompanhar e foi o que me manteve preso até o fim do jogo, não só isso como ela própria é uma aula do que uma companion deve ser em jogos desse estilo, porque haja utilidade em uma menina só. Fiquei impressionado com o quanto ela nos ajuda, em combate ela tá sempre jogando pra gente o que precisamos, seja munição, mana, HP ou o que for: ela está lá pra dar uma mão e em TODO tiroteio ela vai se mostrar de grande utilidade. Não podemos esquecer das fendas que ela abre nos canários permitindo trazer coisas de outras realidades pra nos auxiliar, seja munições, baús de kits médicos ou até robôs aliados pra irem pra cima dos inimigos. Até quando "morremos" a cena da gente revivendo é protagonizada por ela fazendo a boa. Porém a utilidade da Elizabeth não se restringe apenas aos combates, em exploração ela também é útil, seja abrindo portas trancadas, baús ou até procurando itens no cenário. Eu perdi a conta de quantos lockpicks eu teria perdido se não fosse ela avisando. Os detalhes impostos na personagem também é interessante, em momentos de exploração ela sempre vai estar interagindo com o cenário, seja sentando nos bancos, lendo livros, prestando atenção em quadros ou sei lá cara, ela sempre tá fazendo alguma coisa e não só banca uma pedra ambulante que te segue pra lá e pra cá, ela é tão... Orgânica sabe?

Bom, até agora eu só teci elogios ao jogo e não é pra menos. Quando eu olho pro infinite de maneira independente, dá pra enxergar um excelente jogo, mas a partir do momento em que coloco o mesmo ao lado de Bioshock 1 por exemplo (o meu favorito) eu lembro que... Bioshock Infinite é um "Bioshock".... MAS ELE NÃO PARECE UM BIOSHOCK. Eu não vou ser injusto com o mesmo e dizer que ele é um FPS genérico pois mesmo nesse escopo ele consegue se diferenciar dos demais first person shooters por causa de suas mecânicas únicas, mas ele está longe de ser equiparado ao nível de qualidade do primeiro no meu gosto pessoal. Tudo que faz eu gostar muito do primeiro título como a atmosfera única composta por momentos sombrios meio terror junto a ambientação de Rapture que você se imerge completamente nela, está ausente aqui no infinite a troco de "pew, pew, pew, pew, BUM! CABUM". O combate do infinite apesar de muito polido ainda me faz preferir aquele truncado do primeiro justamente pelo mesmo cooperar na imersão. Você enfrenta três a quatro inimigos em locais completamente atmosféricos usando seus poderes e os cenários a seu favor de maneira inteligente pra superar os desafios. Porém isso não existe no Infinite, é uma puta Call of Duthização do caralho, é tu contra hordas de inimigos em cenários pouco atmosféricos onde você só sente a pura AÇÃO, e entre ação e atmosfera eu fico mil vezes com a atmosfera. O ritmo do jogo também não me agrada nem um pouco, as partes de exploração estão muito mais pobres pelo fato do jogo ser mais linear, daí ficamos nesse ritmo de Call of Duty e explorações pouco inspiradas, Call of Duty e exploração pouco inspiradas. Bioshock Infinite ao menos pra mim deixou de ser um jogo único e sucumbiu ao "normal". Ele não é ruim, muito diferente disso e eu discordo grotescamente de quem o aponta como tal, porém é evidente a diferença abissal entre ele e o primeiro título. Por esses fatores eu vou dar um 3.5, quem sabe minha nota não suba pós DLC.

O jogo se sustenta muito no primeiro ainda, mas com seus pontos positivos e negativos. Na parte de gameplay eu achei uma leve evolução correlação ao primeiro, nós NÃO somos mais lento por controlar um Big Daddy e ainda temos a adição de poder usar as duas mãos simultaneamente abrindo brecha pra novos playstyles e afins. Os poderes, armas, upgrades e etc... estão infinitamente mais úteis que no primeiro jogo, te induzindo a experimentar mais um pouco de cada coisa o que é muito bom. Porém acho que o game peca bruscamente em todo resto que não seja gameplay, a história é infinitamente inferior a do primeiro, a direção de arte, atmosfera, level design e "carisma dos cenários" na minha concepção está substancialmente mais fraco por parecer uma coisa chupada do primeiro jogo ao invés de tentar criar uma identidade própria. Eu também não gostei do tamanho do jogo, sabe quando temos ideia do tempo do game porém sentimos em que parte estamos? Eu tive essa impressão achando que eu estaria na metade levando o primeiro como estimativa, porém descobri que eu já estava em uns 75% a 80%, isso me incomodou bastante e fez eu ter uma impressão que esse game tem muito mais cara de uma DLC complementar do primeiro que um jogo próprio. Mas no geral ele é um bom game e apesar dos apesares consegue carregar a tocha do primeiro, com uns tropeços aqui e outros acolá no caminho mas ainda conseguindo se aproximar da linha de chegada.

Existem ótimos jogos que consumimos e percebemos sua qualidade, porém parece que não ultrapassam a barreira do emocional por melhor que sejam. Nós o jogamos e temos uma visão "mecânica", sem apego sentimental pelo mesmo. Porém Bioshock não é de forma alguma um jogo bom que se leva para o lado racional; não demora muito para você se imergir completamente na atmosfera profunda que o mesmo oferece e se apaixonar, criando um laço emocional com ele, pois esse game atinge o peito devido a tamanha qualidade.
Sobre a Gameplay, inicialmente eu achei truncada e lenta, mas não demorou muito para eu perceber que era frescura e que o game funciona muito bem nesse estilo. Os cenários, direção de arte, trilha sonora anos 60 e inimigos (mesmo que não muito variados) são master pieces e o Big Daddy certamente é o garoto propaganda desse game. Porém, como já citados, os pontos mais interessantes do mesmo são a narrativa contada de maneira orgânica, que não invade a sua gameplay interrompendo o fluxo do game e o principal: a atmosfera. Acredito eu que esse seja um dos games mais profundamente atmosféricos que eu já joguei. Rapture é um show de direção de arte bem feita sob uma atmosfera sombria porém colorida pelo neon da cidade em contraste com a pouca iluminação de becos, salões, praças etc... Simplesmente fenomenal. A reta final não é de todo ruim porém não faz jus a qualidade geral do game, o último boss também deixa um pouco a desejar somado a uma cutscene final que não é tão cativante. Porém de maneira alguma esses pontos interferem bruscamente na qualidade final do game e o mesmo deve ser considerado uma masterpiece. Ótimo jogo e o considero obrigatório a todos que consomem vídeo game.